Desde outubro de 2006, faço parte de uma instituição federal.
Não por que fui incapaz de ingressar em uma universidade particular, ou ainda por não conseguir me colocar em posições mais favoráveis aos outros. Ao contrário, em julho de 2006 eu entrei na lista para os ingressantes desta instituição. De lá pra cá, fiz questão de fazer parte integrante dos discentes que procuram de alguma forma melhorar a situação atual do ensino superior no Brasil. Participei de seminários, encontros, cursos e concursos durante todo o processo de ensino que ainda me é possibilitado e após muitas reinvindicações começou a melhorar.
No ano de 2009, ingressei nesta mesma universidade com a finalidade de melhorar minha condição profissional. Não sei se a opção de fazer um curso novo, juntamente com o que eu já vinha fazendo, foi uma boa escolha. Tendo em vista que a carga horária do primeiro já era bem larga e eu estava realmente me adaptando às já previstas 8 disciplinas semestrais que eu já com algum esforço realizava. Hoje, ainda repenso que, apesar de estar praticamente concluindo o primeiro curso, se tivesse a oportunidade de fazer a escolha entre, continuar fazendo somente um curso ou ingressar em um novo e manter em sequência dois cursos ao mesmo tempo, acho que não realizaria o vestibular novamente.
No entanto, em se tratando de estudos, eu considero que as melhorias estão aos poucos chegando. A minha preocupação inicial, de que talvez iria terminar o primeiro curso com uma boa prática e professores que me ajudariam a solucionar os meus maiores problemas com relação à este curso, está aos poucos, digamos que à passos lentos de uma tartaruga com o “freio de mão” puxado, se dissipando.
Mas sei também que a relação curso versus finalização com boa preparação, depende muito mais do aluno, do que dos professores. Não querendo retirar as responsabilidades dos professores. A meu ver este é um trabalho em conjunto. Que visa uma melhoria, na formação das relações entre, professor-aluno, aluno-curso, aluno-instituição, professor-instituição e alunos egressos-alunos ingressos.
Esta opinião quer indicar uma preocupação imensa deste aluno de instituição federal, sem deixar rebarbas para nomes de instituição, professores e ou futuros alunos. Quer sim é indicar um problema que está muito longe de ser resolvido, mas que já foi encontrada a solução que é: o trabalho em conjunto entre, alunos, professores, funcionários e comunidade em geral que esteja envolvida direta ou indiretamente com as universidades de sua cidade ou região.
Por que tudo isso agora. Quero expressar minha indignação pelo fato de que: mesmo tendo a oportunidade de fazer dois cursos ao mesmo tempo e em universidade federal, conquista enorme e que poucos ainda o fazem. A minha formação está sendo após sete semestres, aos poucos, está sendo novamente revisada. E por que eu acho que devo ficar indignado com uma situação destas? É que eu me ponho no lugar de um funcionário de uma empresa. Se estivesse trabalhando em um determinado setor. Colocando me à prova diante de milhares de pessoas que poderiam e provavelmente queriam estar na minha posição. Nesta função estaria exercendo de forma, não errada, mas de forma a utilizar esforços desnecessários e muitas vezes dispendiosos, para a empresa. Sendo que a reformulação da empresa que deveria vir de acordo com as necessidades de seus funcionários, para que houvesse uma melhora significativa para que novos funcionários, que provavelmente entrarão nesta mesma empresa e que no futuro serão “educados” por mim, aprendam de maneira mais rápida e mais fácil as formas de se trabalhar no tal setor. O que eu não consigo aceitar, é o fato de que não havendo a devida reformulação dos funcionários de maneira que estes funcionários melhorem sua situação, desde o princípio que entraram neste sistema, estes mesmos funcionários, no momento em que estiverem saindo desta situação de “aprendizes” para “educadores” irão provavelmente entrar na nova função, com dificuldades de ensino ou ainda muitas vezes descapacitados para esta nova função.
O que ocorre neste momento é que, apesar da reformulação da instituição no qual faço parte está sendo feita agora, deveria ter acontecido muito antes. Na minha opinião, como praticamente graduado por esta instituição e que se sente lesado pela perda de tempo que teve durante os últimos sete semestres, é que a minha condição como aluno é a de um funcionário que foi mal formado e informado e que tem agora nos próximos três semestres correr atrás da máquina que gira cada vez mais rápida e com novas informações chegando a todo instante. Ou seja, devido a um problema sério de informações básicas que deveriam ter sido passadas para mim nos primeiros dois semestres que estive nesta instituição, foram me comunicados agora, após seis semestres e no entanto, devido a uma parada estratégica combinada por mim e por meu professor. Esta parada, eu gostaria, porém, que ela tivesse ocorrido se é que seria necessária, se tivesse sido bem formado e informado no tempo devido, já nos primeiros semestres e não agora, no momento em que como estudante eu já passei por tanta coisa que já não tenho mais paciência nem estrutura física, para reestudar os princípios básicos da função que em breve pretendo e vou exercer.
Apesar das diligências, aqui encaminhadas não para uma única fonte, mas para qualquer fonte que se sinta assim como eu indignado com os erros das instituições federais brasileiras. Que utilizem seus direitos de que todos reclamam. Aproveitem a oportunidade de rever os conceitos que lhes são aplicados todos os dias. Por que se não for assim, vai acontecer com vocês o que ocorreu comigo, daí assim vai continuar, a velha máquina da vida, com seus erros, tropeços e acertos, não sendo modificados ou melhorados. Enfim, aproveitem, afinal como o próprio nome diz. Este é um DIREITO seu e por você ter este DIREITO, é sua OBRIGAÇÃO e seu DEVER, fazer uso do mesmo.
Abraços pra quem lê.
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