Em alguma apresentação no Conservatório de Música em 2009

Em alguma apresentação no Conservatório de Música em 2009
Tocando BACH no Conservatório de Pelotas...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Desabafo das opiniões verdes do mundo jovem...

DESABAFO
"Na fila do supermercado o caixa diz uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”

O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente. "
"Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?


Interessante como a geração de hoje - os maiores poluidores do Planeta - vive repetindo esse discursinho boboca de preocupação com o meio ambiente!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Voltando para Pelotas depois do Feriado...

Enquanto as músicas tocam no fone de ouvido, as paisagens passam do lado de fora da janela dando movimento aos poucos minutos que se passam dentro do ônibus.

A ida para POA foi boa pela companhia dos familiares que deram a alegria do fim de semana e a agitação de uma casa viva.

Levanto em conta o ditado que diz que estamos sempre indo em frente e que até a volta do ponteiro de um relógio é uma ida com uma nova direção. Levo em conta que esta ida me adianta novos episódios e aponta uma direção desconhecida para um mundo que ainda procuro.

Será que estou pronto e apto para ficar nesta nova e antiga cidade, ou ainda não posso me considerar um bom e capaz habitante desta região. Apesar de já me locomover para cá desde os últimos seis anos. Me pergunto... será aqui minha última parada... será aqui meu ponto final...

Sigo em frente ainda com a certeza de que novas coisas irão me acontecer, novos horizontes me vão aparecer e outras músicas irão surgir. Por isso conto agora mais uma ida ao lado de pessoas que para mim são desconhecidas... ao lado de uma completa certeza de que tudo de bom está por vir e que minha jornada nesta cidade está perto de finalizar, abrindo portas para as oportunidades da minha profissão que aos poucos vai se concretizando oficialmente nas leis deste país novo, assim como na minha mente que todo o dia recebe com a nobreza e a real certeza de que o que vem é bom e vai me ajudar.

Por isso me despeço de vocês agora esperando que um dia iremos nos reencontrar seja no início de uma nova jornada ou no fim da que já está acontecendo.

Abraços pra quem lê.