Em alguma apresentação no Conservatório de Música em 2009

Em alguma apresentação no Conservatório de Música em 2009
Tocando BACH no Conservatório de Pelotas...

domingo, 20 de março de 2011

Um texto que li um dia desses...

Termos da nova dramática (Parem de falar mal da rotina)
De Elisa Lucinda
Parem de falar mal da rotina
parem com essa sina anunciadade
que tudo vai mal porque se repete.
Mentira.
Bi-mentira:
não vai mal porque repete.
Parece, mas não repete
não pode repetir
É impossível!
O ser é outro
o dia é outroa hora é outra
e ninguém é tão exato.
Nem filme.
Pensando firme
nunca ouvi ninguém
falar mal de determinadas
rotinas:chuva dia azul
crepúsculo primavera
lua cheia céu estrelado
barulho do mar
O que que há?
Parem de falar mal da rotina
beijo na bocamão nos peitinhos
água na sedeflor no jardim
colo de mãe
namoro
vaidades de banho e batom
vaidades de terno e gravata
vaidades de jeans e camiseta
pecados paixões punhetas
livros cinemas gavetas
são nossos óbvios de estimação
e ninguém pra eles fala
não abraço pau
buceta
inverno
carinho
sal caneta e quero
são nossas repetições sublime
se não oprime o que é belo
e não oprime o que aquela hora chama de bom
na nossa peçana trama
na nossa ordem dramática
nosso tempo então é quando
nossa circunstância é nossa conjugação
Então vamos à lição:
gente-sujeito
vida-predicado
eis a minha oração.
Subordinadas aditivas ou adversativas
aproximem-se!
é verão
é tesão!
O enredoa gente sempre todo dia teceo destino aí acontece:o bem e o maltudo depende de mimsujeito determinado da oração principal.

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