Samba do Malandro - Chico Buarque
Eis o Malandro na praça outra vez.
Caminhando na ponta dos pés.
Como quem pisando nos corações,
Que rolaram dos cabarés
Entre deusas e povitões,
entre dados e coronéis
entre parangolés e patrões
o malandro anda assim de viés.
Deixa balançar a maré,
e a poeira senta no chão,
Deixa apraça virar o salão
Que o malandro é o barão da ralé.
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