No mundo das teclas encontram-se as suas dificuldades.
As teclas o levam a loucura e ao mesmo tempo levam ao delírio.
Com os dedos ele tenta atravessar o piano, com a mente ele viaja levando quem o ouve e com as idéias boas ou ruins ele se expressa da forma mais natural.
Com o pé ele estende seus sons, com a mente cria sua música, com seus dedos extrai o melhor das teclas e com seu coração ele consegue levar até o mais alto dos níveis de emoção de que o ouve.
Assim, é o pianista que tem medo de entrar no palco antes de mostrar suas composições, enfrentar seus professores e principalmente mostrar o que de melhor sabe fazer.
Um pianista que mora perto do seu local de estudos e longe dos palcos para se apresentar...
É raro vê-lo em palcos a tocar para um público, tanto quanto é raro não encontra-lo com seus vícios, o piano, é um deles...
Difícil mesmo é tentar expressar em palavras o que dizer sobre esse cara, uma vez tentei defini-lo em uma música e cada vez mais que eu tentava encaixa-lo em um grupo de notas, em um conjunto de ritmos mais difícil era para voltar ao tom original.
Aquele que não tem uma nota só, mas que também não tem todas as notas existentes...
Um tom que mostra sua real composição so depois que você começa a ouvi-lo e a compreende-lo melhor. É uma música que tem sua dupla tonalidade ao mesmo tempo é politonal.. que tem um ritmo definido que se perde no infinito de sua complexidade.
Uma música que mostra o quanto uma pessoa é difícil de se entender e também o quanto é fácil de se compreender.
Enfim um grande amigo.. pianista nas horas boas e ruins, um cara legal e que não te deixa voar mais alto do que você pode, mas também não te deixa cair quando você precisa. É assim que eu defino esse cara um grande pianista e um grande músico, que usa os dedos para se expressar mas que pode te tocar simplesmente falando contigo...
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